quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Shiuuuu.09.11



Desculpa... 
Já nem podes ler o meu nome... Eu sei. A última vez parecíamos um casal casado há 50 anos farto um do outro. 
Nestes (alguns) anos muito se passou. Uma turbulência de emoções. E este ano têm sido "agrestes". A última por minha culpa. 
Se calhar, o fim desta pista para motas, desta viagem de carrossel chegou ao seu ponto de chegada. Fim.

Tu vieste até mim, depois de anos em que quase só conhecíamos o rosto um do outro. E eu queria conhecer-te.
A vida permitiu-me isso e tu, chegaste como um "rebuçado" que eu fui desembrulhando a um ritmo que é o meu. E sentia, sentia. 

Aquele nosso fim de ano foi dos melhores da minha vida. E eu, impaciente, ansiosa, desajeitada. Espontânea. Mas sempre a vibrar. Que receava o poder se ver e ouvir o meu coração. Uma adolescente.

Tu entraste devagarinho e mesmo que eu renitente, soubeste arrancar as amarras à volta do meu coração. Demolir muralhas. Conseguiste chegar até mim. 

Hoje, já decifras silêncios. Já antevês palavras minhas. Já conheces alguns gostos meus. Já sabes um bocado como sou.

Mesmo por entre guerras e distâncias, sempre me soube bem estar contigo. Mesmo na última vez. Fui eu sem pensar. Sem ter que fazer algo pra te agradar, surpreender, conquistar. Fui eu sem máscaras ou pinturas.
Uma ou outra vez, pensei que podia ser eu mesma contigo. Que fizesse eu o que fizesse, teria ali uma espécie de "refúgio". Tu. 

Mas haja o que houver e mesmo que não acredites... Aqui ficará registado pra sempre.
Gosto de ti. Não muito nem pouco. Gosto. De uma forma que eu não conhecia. Que se calhar, ainda hoje não sei como é. Quantificar ou definir. 
Porque foges daquilo que eu estava habituada a gostar, que via pra mim. No entanto, isto nunca impediu nada. 
Foi sempre com gosto que te levei aos "meus lugares". E que levar-te-ia, caso deixasses. Mostrar-te o que gosto. Estar lá, eu e tu.
Rires-te comigo. Secares-me as lágrimas. Apertares-me. 
Partilharmos juntos.

Várias vezes exasperaste comigo. Te enfureceste. Só que foste ficando. Sempre. 
A tua discrição e a tua calma enternecem-me.
É comovente a tua paciência comigo.
Gosto de ti. Não sei bem porquê. Mas o eu gostar de ti, pra mim diz tudo. 

Haja o que houver, não me esquecerei de ti. De me teres acompanhado na vida. Do que me fizeste viver.

Desculpa...

P.S. - Queres passar o fim de ano comigo?

4 comentários:

Anónimo disse...

Que linda mensagem!!

Anónimo disse...

Gostava de conseguir expressar-me assim.

Catarina Correia disse...

Ainda há quem mostre o que sente e lute pelas relações.
Independentemente do desfecho, tens bom coração e mereces ser feliz. :)

Lara Melo disse...

Sentimento bonito e puro;)