quinta-feira, 31 de maio de 2018

J.M


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Shiuuuu.14.09



O tempo voa e não falta muito para que faça 1 ano que não trocamos uma palavra... E no fundo tínhamos tanto para falar, para sabermos os motivos que nos levaram ao ponto em que nos encontramos. tínhamos jurado que a base da nossa amizade seria sempre a sinceridade, que ficaríamos sempre juntas, independentemente das circunstancias, das teimosias de cada uma... 

Não sei em que ponto nos perdemos uma da outra, fazes-me tanta falta, choro tanta vez com saudades, choro de revolta... não te importas? Não te magoa? Não me procuras porquê?... Não sou  importante como dizias que era, essencial dizias tu! Não posso, não quero ser eu a procurar-te como fiz nas outras vezes. Queria acreditar que era importante para ti, como dizias, mas vejo que não ... nunca questionaste, nunca me procuraste... aceitaste! 
Continuo a desejar-te o melhor deste mundo e do outro...quando precisares de mim vou continuar aqui para ti, porque os verdadeiros amigos não se abandonam.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Shiuuuu.03.09



Ambas sofremos com a nossa relação, culpa minha, mas arrependo-me profundamente de todos os erros que cometi. 
Fomos duas jovens na descoberta daquilo que era a vida... daquilo que era amar verdadeiramente alguém pela primeira vez. Sim, foste o meu primeiro grande amor, a mulher a quem me entreguei pela primeira vez, com quem vivi momentos de descoberta, loucura e de revelações que jamais irei esquecer, nem tu seguramente. Ainda me recordo do nosso beijo de despedida e do quanto doeu perceber que se tratava disso mesmo... de um adeus. Um adeus até estas palavras. Mas nada é para sempre, como me dizias vezes e vezes sem conta, e apesar de na altura detestar essas palavras, hoje dou-te toda a razão. Pensei que jamais voltaria a amar de verdade, mas a vida surpreendeu-me e espero que sejas uma mulher feliz também e realizada profissionalmente. Só quero que saibas que farás sempre parte de mim com muito mas mesmo muito carinho.

Até sempre ***

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Shiuuuu.05.10



"Sabes do que tenho ciúmes? 
Da tua almofada e dos teus cobertores. Quem me dera tocar na tua pele cm a cm. Beijá-la em todo o lado...
Uma noite selvagem. Sem regras. Um boa noite proferido ao ouvido. Em voz decente diabólica. Um boa noite percorrido por ti. De forma provocadoramente vagarosa. Um boa noite quente. Transpirado, Esperado. Desejado."

Não te consegui responder a isto. Invadiram-me milhares de sensações. E a de te querer mais ainda foi uma delas. 
Nunca to disse diretamente, mas estou a gostar muito de ti... Mesmo quando me tiras do sério ao tratar-me por bebé. :) 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Shiuuuu.05.10


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Shiuuuu.18.11


Shiuuuu.18.10



Para ti, que não tens respeito pela amiga que sou, pela preocupação que tenho, pelo carinho devoto,
Sou vossa mãe, diariamente sinto-me responsável, x quer isto, y aquilo, tento agradar a todos, gerir-nos como posso, o melhor que posso.
Cansa-me. Desgasta-me. Mas faço-o, não por um qualquer motivo nobre, mas porque não o consigo evitar.
Mas vocês não querem saber de mim, não se preocupam. Eu sou garantida. Sempre ali. B. a constante, B. a amiga, não particularmente esperta, sem um bom rabo, umas boas mamas, uma boa cara, B. a parva. B. a estúpida. Mas sabem... B. não estará cá nem mais um dia.
Acabou.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Shiuuuu.07.12

Para o A.

Isto era pra ser dito olhos nos olhos. Há já um tempo. 
Mas não me foi permitido. Tu não me permitiste.
Achei que o que nos unia, merecia mais o toque da presença.

Lamento que a minha dedicação não tenha sido sentida no teu coração.
Parece-me que o rancor ficou e te deu ardor.

"Discussões" fazem parte da diferença de dois seres. E o debate de ideias, o confronto com o "eu" do outro faz-nos conhecer quem está diante de nós. E os nós que estamos dispostos a dar. E crescer. Juntos ou não.
E, por vezes, são sinal de que se gosta. Que o outro nos importa. Pois geram combustões de sentimentos.

Zangas, divergências por escrito. Com tudo de bom e mau que isso tem. 
Várias palavras, frases que foram mal interpretadas e que mereciam explicação do seu sentido com a expressividade que só a face mostra, a entoação que só a voz traz (nem sou de elevar a voz). 

Até as minhas zangas contigo foram com o coração. 
Mas não o posso mostrar, nem agora como este está enquanto te escrevo.
E não sei o que se passa.
Nunca me aconteceu o denotar que alguém de quem gosto, não quer receber o bem que lhe posso dar.
Pressinto-o e deve ser por isso que deixo escapar uma gota pelo meu rosto. "Fere".

Não percebeste que se estivesses hospitalizado, num dia importante/mau... Eu faria para lá estar. E para te dizer com a minha presença e/ou palavras que gosto de ti.
Não percebeste que a tua terra para mim, será sempre "a" tua terra.
Um dia falei-te na paródia (como a maioria das vezes) de se eu escrevesse um livro com as tuas "pérolas"... Tu desembaraçaste-te logo de estar presente. Sabes que umas ténues lágrimas me caíram dos olhos?!
Sei que não me convidarias para os teus dias felizes, mas tu, serias meu convidado. 

Pedi desculpa e mais desculpa. Tentando-me explicar e utilizei este espaço como prova de amizade. Do meu gostar de ti. 
Fiz por as coisas não mudarem e sim, se fortalecerem. Mas tu foste inexorável comigo.

Estive aqui sempre. Soltei amarras do peito sempre pra te dar a mão. Não esqueci. E voltei sempre. 
Mas tu não soubeste cuidar. E desculpar.
Com o tempo fui vendo que não te era "precisa", querida, bem-vinda. Que não reunia virtudes pra que me quisesses por perto. 
Que o bem que te tinha feito e pudesse vir a fazer, seria sempre "assombrado" por algo que não tivesses gostado. 
Posso ter um feitio do piorio, todavia, não "cometi nenhum crime de lesa pátria". Não. Nunca.
Fui-me sentindo como que "impotente". A pessoa que pior te tinha feito (mesmo que ciente da minha insignificância para ti). Mesmo que fosse injusto e impossível. 
Fui pensando que eras a pessoa que me foi perto, a qual achava o pior de mim.

O barco da amizade também se faz com duas pessoas a remarem. Eu remei sozinha. Eu "quis" percorrer rios e mares sozinha. Talvez com o horizonte de que um dia "visses" e também quisesses remar.
Melhor... Nunca consegui um lugar na tua vida. 
Em pouco tempo senti-me "chutada pra canto". Não merecedora da tua atenção, carinho, amizade. E isso despertou em mim pensamentos que nunca me tinham pairado acerca da minha pessoa. 
Não sou menos, por dizer que chorei uma ou outra vez com as tuas palavras, ações e, principalmente, não ações. Que te escrevo com a emoção no coração e a chuva no olhar.
O cultivo da nossa amizade foi unilateral.

Sei que de quem me foi perto, foste quem menos gostou de mim. É inevitável eu não sentir que nada te fui ou sou. E não mereço. Pelo contrário. Eu sei. 
Desculpa a minha falta de modéstia, mas se chegámos aqui e laços se criaram, em muito mesmo a mim se deve; que sou de construir pontes de afeto com quem gosto e me gosta. Que sou de escrever uma história que valha a pena e perdure na memória.

Tento-te falar e só há silêncio. Ausência. Não sei o que te fiz. Ou não te fiz.
Parece que existe, relativamente a mim, uma ferida aberta que fermenta o mal e desvanece o bem. Um espinho que corta a direito cravado no teu peito. 
É impossível o "bater na tecla" de um assunto que não gostavas, a franqueza de exprimir civilizadamente o que acho (mesmo que sejam longos "testamentos") e não gostes/concordes (e pouco mais) corromper tudo o resto. 

Somos diferentes, há até palavras com significado diferente para nós.
Mas, acho que tínhamo-nos de conhecer. 
Há caraterísticas e ideias que se cruzam. Nas nossas vidas nem tanto. Há a tragédia quase similar no mesmo grau de parentesco, na minha e tua vida. 
E um dos teus apelidos é meu também. 

Nada nem ninguém me olvidará da memória esse ser com visão tão cínica da vida. Detentor de uma personalidade vincada. Politicamente incorreto. Desconcertante. De inteligência acutilante. De humor refinado. Que tu és.
Em tão poucos dias, tu na minha cabeça já representavas o Mário Viegas (pelo que de ti conheço, acho que simpatizas com o homem. Ele é talvez a pessoa de quem mais me recordo. E, literalmente falando, "cresci com medo dele" ao vê-lo na televisão).
Controverso, contestatário, provocador, opinativo/crítico sempre com a sua dose de sarcasmo. Tu és isto. Para mim. 
Em certa medida, "comparo-te" a um artista à frente do seu tempo, dos melhores de todos os tempos e que faz falta neste país tão cinzentão.

Porque ao contrário do que pensas, como que me senti "pequena" diante de ti. Das coisas que tu sabias, das tuas experiências, dos lugares onde viveste. 
Face a isto, como que entrei em "rutura" comigo, ao atribuir "muita" importância ao que dizias. Consequentemente, pensar que estava equivocada como pessoa. Indagar-me o que tu pensarias de mim. Sentir-me "presa" às tuas palavras que não me abonavam. E "presa" a mim. 

Tudo era novidade para mim. Nunca tinha conhecido ninguém desta forma; e dei com o meu subconsciente a "disparatar" e a desoprimir totalmente (ao ponto de me poder sair que tinha matado alguém sem o ter feito) para alguém como "se não fosse real". Para alguém, como se ele não contrapusesse, não julgasse.  
E saiu-me alguém bem diferente do que eu previa. E com uma personalidade à qual não estava habituada (como de não seres de iniciativa).
Acho que não foi fácil acompanhar a tua mordacidade. Toda a rapidez necessária para te falar, responder e manter a dinâmica de estar à altura. 
E aqueles adjetivos que passavas para mim (os quais gostava de ter) e eu a ver que eram teus. 

Eu não sorri contigo. Eu ri (ao ponto de chorar), soltei gargalhadas e andei aos saltos pela casa. Senti-me igual ao que sempre me tinham dito. Senti-me "eu". E com mais uns "hinos de louvor" que nunca me tinham jorrado.
Enfureci-me uma ou outra vez, mas, isso é pouco perante todo o resto.
E as tuas expressões engraçadas que concluem lições de esperteza, perspicácia e utilidade para a vida. Rio-me quando me surgem no quotidiano. Tudo fica. Sempre.
Como as nossas milhentas palavras, conversas ficam guardadas no virtual. E na minha mente. Sempre.

Tu despoletaste um lado meu pouco explorado e que eu não dominava em mim.
Por mais voltas que se deem (ou não) tens um lugar demarcado no espaço e tempo que sou eu.
Mesmo que a água tenha inundado os meus olhos por me sentir preterida, "excluída" do grupo daqueles que te mereciam e dos quais gostavas.

Nada nem ninguém, conseguirá secar este rio que corre nas minhas sinapses. Nem tu. Nunca. 
O que foi dado de bom, bonito e com a certeza de sentido, de verdadeiro está dado pra sempre. Foi meu. Pra ti.

Não me canso nem me embaraço de expressar o que sinto. Mesmo que sejam precisas milhares de palavras. Uma eternidade de tempo. Mesmo que o outro não se importa.
Nunca guardei o que penso e sinto por ti para certas ocasiões, sim, pra todos os dias, todas as horas. A alegria e a tristeza, o precisar-se, o merecer-se é todos os dias. A vida acontece todos os dias. 
Só assim vejo a amizade. A amizade sobre a forma de amor. O amor sobre a forma de amizade.
 
"Há já muito tempo que não estou contigo...
Sabes que se quiseres podes contar comigo."
Estou aqui e vou continuar.


P.S. - Dás-me um abraço?